autores: Luís Peça, Fernando Alves, Susana Ferreira

Sábado, 28 de Março de 2009
O Velho e o Mar, Ernest Hemingway, Edições Europa-América

Art’Online é da responsabilidade de alunos do 10º.D, em colaboração com a revista do CDLPC, sob a coordenação da Directora de Turma Elisa Nazário.

 


Nesta obra, Ernest Hemingway fala de um pobre e velho pescador de origem cubana, Santiago, que há muito tempo não apanha peixe e anseia por um dos grandes.

 

Sai para o mar com esse objectivo. Determinado a pescar afasta-se da costa além do usual e, passado algum tempo, apanha o peixe cuja captura proporciona uma longa e empolgante história, recheada de situações perigosas e imprevistas.

 

Com grande relevo, o autor retrata a astúcia e a grande persistência com que o protagonista leva a cabo a sua tarefa. O peixe-espada é forte, demorando a render-se (morre durante a viagem de regresso): resiste à morte, tentando libertar-se do anzol e coloca, por várias vezes, a pequena embarcação em perigo, o que exige inteligência e esforço do velho pescador.

 

A parte mais interessante desta obra surge quando ele luta contra os tubarões para defender a sua conquista: devido às dimensões do peixe não é possível içá-lo, e Santiago assiste à sua lenta destruição: os tubarões devoram-no, alheios à sua luta e ao seu desespero.

 

Esta obra fez-me reflectir sobre as dificuldades de algumas pessoas em subsistir e a necessidade de sermos persistentes para atingir os nossos objectivos. O velho pescador chegou ao porto esgotado, mas da sua conquista só trazia a cabeça, o rabo e a espinha. Poderíamos dizer que chegou triunfante. Mas será isso possível quando somos derrotados pelo destino?

 

Nesta obra, a grandeza humana aparece como resultado do sofrimento, da dificuldade de sermos vencidos pelas circunstâncias, mesmo quando trabalhamos arduamente. Por mim, prefiro centrar-me na força que o ser humano pode ter quando deseja, de facto, vencer as contrariedades. Afinal, um homem pode ser destruído, mas não derrotado.

 

Sara Silva, 10.ºD

 



publicado por Luís Peça às 18:31
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
O Sétimo Selo, José Rodrigues dos Santos, Edições Gradiva

Art’Online é da responsabilidade de alunos do 10º.D, em colaboração com a revista do CDLPC, sob a coordenação da Directora de Turma Elisa Nazário.


                                 

  Pessoalmente, acho que O Sétimo Selo é uma obra muito interessante, pois retrata o mundo em que vivemos com informação histórica, técnica e científica actualizada, numa perspectiva crítica e intervencionista, permitindo-nos conhecer melhor o mundo que nos rodeia, pois nele podemos viajar por vários países e descobrir o que há de chocante no mundo dos negócios.

  Com este livro consegui perceber que as pessoas, muitas vezes, estão reduzidas à sua ignorância, pois não conhecem a origem de muitos conflitos sociais e assassínios misteriosos, muitas vezes causados para justificar os fins do capitalismo. Quando me refiro a capitalismo estou-me a reportar ao maior negócio do mundo: o negócio do petróleo. Este movimenta o mundo, envolve milhões e milhões de euros, cria guerras entre países, emprega directa e indirectamente milhões de pessoas e muitas outras não têm noção da grandeza deste negócio. Este livro tenta explicar-nos que se o petróleo acabasse o mundo parava.

  Com a poluição que o petróleo provoca, muitos ambientalistas juntamente com cientistas, tentam arranjar energias alternativas, mas estas energias colidem com os interesses dos capitalistas do petróleo – ganhar dinheiro. Assim, o petróleo pode dar origem à terceira guerra mundial em poucos anos, pois este negócio está a esgotar as suas reservas e com o desenvolvimento de grandes países como a China e a Índia, é muito mais fácil chegar ao limite das reservas petrolíferas.

  Esta obra mostra-nos a importância do petróleo nas nossas vidas e a rápida aproximação do apocalipse.

  Acho fascinante como o autor consegue explicar, de modo tão emocionante e pormenorizado, a tristeza, a alegria, o pânico, a tragédia, o choque… parecendo que estamos a ver um filme na nossa cabeça. São estes livros que nos entusiasmam a ler mais e mais. Também acho fascinante o cuidado que José Rodrigues dos Santos tem quando explica os assuntos mais difíceis de perceber e espantosas as descrições que nos permite ler. A verdade é que este livro me transportou para uma dimensão que não era a minha. Uma dimensão assustadora mas realista.

  Adorei ler este livro, não só pelo conhecimento que adquiri mas também pelo prazer que me proporcionou. Aconselho-o a todas as pessoas que queiram aprender um pouco mais sobre o mundo que nos rodeia.

 

Todos temos um sétimo selo para quebrar, um destino à nossa espera, um apocalipse no fim da linha. Por mais êxitos que somemos, por mais triunfos que alcancemos, por mais conquistas que façamos, para a última estação está-nos sempre reservada uma derrota. Se tivermos sorte e nos esforçarmos por isso, a vida até pode correr bem e ser uma incrível sucessão de momentos felizes”.

 

Alina Rolo, 10º.D



publicado por Luís Peça às 17:30
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009
Art’Online: A Louca da Casa de Rosa Montero

 Art’Online é da responsabilidade de alunos do 10º.D, em colaboração com a revista do CDLPC, sob a coordenação da Directora de Turma Elisa Nazário.



A Louca da Casa, Rosa Montero. Edições Asa.

 

A arte permite-nos ter um sítio onde tudo é possível e ter acesso a outra realidade que não a nossa e que enriquece o nosso mundo, graças à diversidade de perspectivas que oferece. [Ao contrário do que muitos pensam, não é quando estamos a morrer que recuperamos a lucidez; mas é quando renunciamos à imaginação que morremos.]
As regras que nos integram socialmente vêm impregnadas de “preconceitos [que] nos aprisionam, nos diminuem, nos idiotizam; e quando esses preconceitos coincidem, como costuma acontecer, com a convicção maioritária, transformam-nos em cúmplices do abuso e da injustiça”. A arte permite-nos estar “sempre alerta contra os lugares-comuns, contra o preconceito pessoal, contra todas essas ideias herdadas e não aferidas que se metem insidiosamente na cabeça, venenosas como o cianeto, inertes como o chumbo, más ideias, péssimas, que induzem à preguiça intelectual”, libertando-nos da indiferença e da ignorância: “Para mim, a fome de conhecimento tem muito a ver com o amor à vida e aos seres vivos”.
Um pensamento independente é um lugar solitário e ventoso”, mas vale a pena quando traz novas formas de nos pensarmos, pois “é a palavra que faz de nós humanos”. Afirma Rosa Montero: “Sempre me angustiaram as histórias que beiram o silêncio absoluto, que é o silêncio da incomunicação, de uma incompreensão total que desfaz a convenção salvadora da palavra”.
Deixar de escrever pode ser a loucura, o caos, o sofrimento; mas deixar de ler é a morte instantânea. Um mundo sem livros é um mundo sem atmosfera, como Marte. Um lugar impossível, inabitável. De forma que, muito antes da escrita está a leitura, e os romancistas não são mais do que leitores destemperados e descomedidos devido à nossa fome ansiosa de palavras.”
 
Esperamos que gostem deste livro. É uma viagem deliciosa pela arte, pela literatura, pela palavra, assente na imaginação e na condição humana.
 
Post da equipa do Art’ Online

 



publicado por Luís Peça às 13:24
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